Familiares de irmãos mortos em Linhares fazem protesto contra violência no ES

Manifestação aconteceu neste domingo (8), em frente à casa onde as duas crianças foram mortas. Eles pedem o fim dos crimes contra crianças.

Gabriel Silva
Por Gabriel Silva, Repórter
Familiares de irmãos mortos em Linhares fazem protesto contra violência no ES
Familiares de irmãos mortos em Linhares fazem protesto contra violência no ES

Um grupo de familiares e amigos dos irmãos mortos em Linhares, no Norte do Espírito Santo, fizeram um protesto em frente à casa onde o crime aconteceu, neste domingo (8). O grupo pedia justiça no caso de Kauã e Joaquim e o fim da violência sexual contra crianças.

"É difícil, está vendo a cena, onde meu filho foi morto. É tudo muito difícil voltar aqui. A nossa causa é por todas as crianças, contra a pedofilia. Eu espero que a Justiça tome notoriedade do caso. A sociedade do Espírito Santo está comovida, a gente não pode deixar as coisas como está", disse o pai de Kauã, Rainy Butkovsky.

Pai de Kauã participou de protesto em Linhares

Reprodução/ TV Gazeta

Kauã, de 6 anos, e o irmão Joaquim, de 3, foram mortos em um incêndio no dia 21 de abril. O pai de Joaquim e padrasto de Kauã, George Alves, foi preso, acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças ainda vivas. A esposa dele e mãe das crianças, Juliana Sales, também está presa, por omissão no caso da morte dos filhos.

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Veja o que se sabe sobre as mortes de Kauã e Joaquim

O pastor George está preso no Centro de Detenção, em Viana, na Grande Vitória, e a pastora Juliana ainda está no presídio de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, ainda sem previsão de transferência para o Espírito Santo.

A avó de Kauã, Marlúcia Butkovsky, também participou do protesto. "Me dói muito o coração, de imaginar meu neto e o Joaquim dando tchau pra mim e depois saber que esse monstro pode ficar pouco tempo na cadeia e depois sair e de repente cometer outros atos. Nós estamos aqui reunidos para pedir justiça em primeiro lugar e mudança de lei", disse a mulher.

Manifestantes pedem justiça e fim da violência contra as crianças no Espírito Santo

Reprodução/ TV Gazeta

Clemilda de Jesus, mãe da menina Thayná, que foi vítima de violência sexual e morta no Espírito Santo, participou do ato.

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"Isso tem que parar. Se a lei fosse mais rígida, teria evitado o que aconteceu com a minha filha. Uma pessoa que faz isso tem antecedentes. A sociedade tem que se unir, tem que lutar junta. São as nossas crianças que estão sofrendo. Isso não é justo", disse Clemilda.

Relembre o caso Thayná

Clemilda de Jesus, mãe da menina Thayná

Fonte: Espírito Santo · Leia a matéria original

G1

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